Competência

"Competência é saber fazer bem o que é preciso fazer..."
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Psicologia da Aprendizagem Semana 07

25. Resolução de conflitos e o cotidiano escolar

Nesta aula, foi feita uma análise das situações de conflito que constitui-se como uma perspectiva privilegiada para pensarmos a complexa trama tecida pela diversidade e pela subjetividade de fatores que se entrelaçam nas relações interpessoais. É nessa mesma perspectiva que reside, também, a possibilidade de ampliarmos as formas de compreensão do cotidiano escolar, escapando de explicações simplistas e reducionistas.
Nessa aula, foi defendida tal visão, bem como foram apontados os caminhos para a construção do processo de aprendizagem da resolução de conflitos. O cotidiano escolar é um espaço rico em relações humanas e sociais complexas e em consequência, de muitas contradições. A maioria das teorias interacionistas em filosofia, psicologia e educação estão alicerçadas no pressuposto de que nos constituímos e somos constituídos a partir da relação direta ou mediada com o outro, seja ela de natureza subjetiva ou objetiva. Partindo deste princípio, os conflitos são inerentes à natureza humana e nesta relação com o outro, nos deparamos com as diferenças e as semelhanças que nos obrigam a comparar, descobrir, ressignificar, compreender, agir, buscar alternativas e refletir sobre nós mesmos e sobre os demais. O conflito torna-se portanto, a matéria prima para nossa constituição psíquica, cognitiva, afetiva, ideológica e social. Os conflitos podem ser um fator positivo para o crescimento pessoal, mas é de extrema importância que não haja violência; pois se isso ocorrer, torna-se um fator negativo, de ruptura de relação e de destruição do outro. Quando tratados adequadamente, os conflitos trazem resultados positivos, melhorando o desempenho, o raciocínio e a resolução de problemas; e principalmente, favorecendo o respeito às diferenças, a estruturação de acordos e construção de práticas democráticas.
A análise de conflitos interpessoais trata-se de um processo interativo e dinâmico, que não pode ser baseado em partes isoladas, ou seja, cada pessoa tem sua história pessoal e um conjunto de experiências, onde constroem seus valores e sua cultura. O processo de aprendizagem da resolução de conflitos requer praticas sistemáticas de análise de suas causas, consequências, estados afetivos, mudanças de perspectiva e elaboração de encaminhamento para as situações enfrentadas, promovendo o diálogo e a participação coletiva em decisões e acordos. Concebendo os conflitos interpessoais como um conteúdo essencial para a formação psicológica e social dos seres humanos, acreditamos que o trabalho sistematizado com conflitos no cotidiano escolar seja um caminho profícuo para a construção de sociedades e culturas mais democráticas.







26. Resolução de conflitos e aprendizagem emocional

Nesta aula, partiu-se do princípio de que trabalhar a afetividade no ensino fundamental e médio, por meio da resolução de conflitos que solicitem a integração dos aspectos afetivos e cognitivos do raciocínio humano, é uma forma de promover o progresso no campo das relações interpessoais. Então, foi apontado caminhos e práticas escolares que transformem os sentimentos, as emoções e os afetos em objetos de ensino e aprendizagem.
Para incorporar a afetividade no cotidiano escolar devemos realizar um trabalho sistematizado com os sentimentos e afetos, rompendo com concepções educacionais que separam os campos científico e o cotidiano do conhecimento, das vertentes racional e emocional do pensamento. Devemos tratar as emoções e os sentimentos como objetos do conhecimento com o mesmo status que os demais conteúdos acadêmicos. Além disso, é importante tomar consciência dos próprios sentimentos e emoções e ajudar os alunos para que o façam, pois desta forma abre-se um caminho para desenvolver simultaneamente, a sensibilidade, o juízo e a conduta de ideias e valores, proporcionando um maior conhecimento de si e das demais pessoas do nosso convívio.



27. Resolução de conflitos de gênero na escola

Nesta aula, foi apresentado uma pesquisa que teve como objetivo principal desenvolver projetos e ações que privilegiassem a construção de estratégias e de valores ancorados em fundamentos de ética e direitos humanos e na igualdade de direitos e deveres entre homens e mulheres em situações de conflitos de gênero. No âmbito da Escola é possível observar que os indivíduos posicionam-se diante de Violência de Gênero de formas diferentes e subjetivas. Auxiliar os estudantes a identificar estas nuances da violência de gênero é essencial para que ocorra um processo de aprendizagem na resolução de conflitos relacionados a este assunto. Portanto cabe aos docentes desenvolverem projetos que favoreçam a compreensão dos fundamentos de ética, dos direitos humanos e principalmente da igualdade de direitos entre homens e mulheres.




28. Fundamentos e práticas da educação moral

Nesta aula, foi apresentado caminhos para a busca da compreensão dos processos psicológicos que podem levar os jovens a construírem valores morais que almejem a realização de projetos significativos para o “ele mesmo” e para o mundo além do “ele mesmo”. A moralidade é um conceito amplo, mas que tem sua origem na decisão de como queremos viver no mundo com os outros; e trata-se de uma decisão pela construção de relações marcadas pela justiça, felicidade, dignidade, integridade e respeito.
A Educação Moral tem como fundamento, contribuir para que a construção de relações seja mais plenamente ativa, consciente e livre. Ela é dividida em 04 dimensões que podem se correlacionar, são elas: conhecimentos sobre fatos e guias morais, ações socio-morais, competências psicomorais e valores morais. Os conhecimentos sobre fatos e guias morais têm relação com o conhecimento de conflitos e morais do presente e do passado; de referências morais construídas ao longo da história como tradições, ideologias, regras, leis, costumes sociais, entre outros. As ações socio-morais é um princípio no qual determina-se que é através de ações que o indivíduo exercita, reforça e reconhece os valores, fazem parte da sua identidade. Ou seja, a construção da moralidade ocorre através de experiências concretas, nas quais o indivíduo vivencia consequências positivas de ações morais e consequências negativas daquelas que contrapõe os princípios éticos elementares. Os conhecimentos psicomorais são procedimentos psicológicos que o sujeito constrói e mobiliza diante dos conflitos morais com o objetivo de alcançar uma meta. Entre os conhecimentos psicomorais estão o autoconhecimento, a empatia, o juízo moral, a compreensão critica, as habilidades dialógicas e as capacidades emocionais e de sensibilidade. Os valores morais podem ser definidos com um sistema de regulação de conflitos e contradições humanas; e tem relação com o que o indivíduo considera importante ou preferencial moralmente, sendo desejável que estejam associados a conceitos e normas de conduta como justiça, generosidade, solidariedade, coerência, responsabilidade, cuidado, amizade, etc.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Psicologia da Aprendizagem Semana 06

21. Design Thinking e educação em valores

Nesta aula, foi mostrado como a utilização da Aprendizagem Baseada em Projetos aliada à metodologia do Design Thinking, leva alunos a prototipagem e soluções para problemas da escola e da comunidade. Esta metodologia pode contribuir para a construção de ferramentas que promovam a cidadania. Retornando a ideia do Design Thinking, que é a metodologia que integra colaboração multidisciplinar e interativa à criação de produtos, sistemas e serviços inovadores, com foco no usuário final. Adaptando esta ideia para o ambiente escolar, devemos considerar o aluno como “usuário final” e utilizar o conceito de Design Thinking centrado no ser humano.
O Design Thinking centrado no ser humano tem esse nome porque o processo de concepção de serviços inovadores, começa por examinar as necessidades, sonhos e comportamentos das pessoas a serem afetadas pelas soluções projetadas, ouvindo e compreendendo-as; ou seja, o foco será nas pessoas que utilizarão os serviços.
Dentre os processos de Design Thinking existem três processos principais: ouvir (entender), criar (prototipar soluções) e implementar (testar).
Na escola, é recomendável trabalhar projetos que tenham como foco os conteúdos baseados na temática dos Direitos Humanos, pois desta forma, o processo educacional pode cumprir uma dupla função: instruir e ao mesmo tempo, formar o aluno para a cidadania.

22. Prototipação e projetos de cidadania


Nesta aula, foram apresentados exemplos de projetos que mostram como o Design Thinking e a prototipação de soluções para problemas sociais contribuem para a construção da cidadania. No Protótipo 1 foi apresentado uma ideia de compostagem para resolver um problema de saneamento básico. Esta composteira tinha a área de 5 m x 2 m. O mais interessante é que ajudava a resolver o problema e ainda gerava renda com a venda dos resíduos de adubo. No protótipo 2, foi apresentado a ideia da fabricação de um filtro caseiro para cozinhar, devido à falta de água em uma comunidade. A ideia era construir um filtro bom e barato para ter acessibilidade ao produto. No protótipo 3 foi feito um trabalho sobre orientação vocacional, onde foi criado um portal para ajuda aos indecisos.

23. Assembleias escolares e construção de valores

Nesta aula foi explanado sobre as assembleias escolares. São espaços de diálogo e de construção de valores. Discutiu-se como implementá-las e seu papel para modificar as relações interpessoais na escola e para transformar a comunidade em seu entorno. As Assembleias Escolares são uma importante ferramenta na resolução de conflitos, pois é o momento institucional da palavra e do diálogo, e tem por finalidade promover a participação das pessoas nos espaços de decisão, e estimular a convivência coletiva e o relacionamento entre as pessoas. Os tipos mais comuns de Assembleias Escolares são: as Assembleias de Classe (feita pelos alunos, dentro da sala de aula), Assembleia Docente (realizada pelos professores), Assembleia de Escola (realizada por representantes de alunos, docentes, gestores e funcionários da escola) e Fóruns Escolares (assembleia ampla que envolve toda a comunidade no entorno da escola).
A realização das assembleias deve seguir uma série de procedimentos, são eles: a mobilização do grupo, a sistematização da periodicidade, definição dos assuntos que podem ser debatidos em uma assembleia, preparação da pauta, registro de atas simplificadas e a coordenação da assembleia.
O Fórum Escolar é um tipo de assembleia mais ampla que procura envolver a comunidade e articular os seus diversos segmentos, tendo o objetivo de desenvolver ações mobilizadoras no convívio escolar em torno de temas, como ética, democracia e cidadania.


24. Vídeo "Assembleias escolares" MEC

Nesta aula, foi mostrado um vídeo sobre a possibilidade de se encaminhar a efetiva implementação da democracia na realidade de escolas de ensino fundamental por meio das assembleias escolares, em suas várias formas de organização.


domingo, 13 de setembro de 2015

Psicologia da Aprendizagem Semana 05

17. A perspectiva histórico-cultural: fundamentos I
Nesta aula vimos o que é processo de desenvolvimento: princípios que orientam o  desenvolvimento dos seres humanos. As concepções de aprendizagem foram: Teorias que explicam o processo de aprendizagem e O desenvolvimento das funções psicológicas superiores: o surgimento e o desenvolvimento das capacidades que diferenciam os homens e mulheres dos demais seres vivos. No estudo da Psicologia Histórico-cultural, dois conceitos são importantes: a Filogênese e a Ontogênese. O processo de desenvolvimento/mudança de uma espécie é chamado Filogênese e o processo de desenvolvimento/mudança de um indivíduo é chamado de Ontogênese. Segundo a psicologia histórico-cultural é resultado da modificação da espécie e só é possível graças à apropriação da cultura.
As várias teorias relativas aos processos de aprendizagem são divididas em três concepções básicas: Inatistas, Empiristas e Interacionistas. As teorias Inatistas são aquelas que defendem que tudo o que o ser humano precisa para ser desenvolver já está dentro dele e é preciso somente as condições ideais para que ocorra este desenvolvimento. Nas teorias Empiristas são aquelas que acreditam que é o meio que fará com que a pessoa se desenvolva e adquira os conhecimentos. As teorias Interacionistas são aquelas que acreditam que o meio é importante, mas o indivíduo também é fundamental no processo de aprendizagem, enquanto o indivíduo vai interagindo com o meio, ele vai se modificando e modificando o meio. Para este caso, o indivíduo precisa ter um papel ativo e, por consequência, o meio precisa ter um papel estimulante. Quando o primeiro impulsiona o segundo e o segundo promove o primeiro. Esta Psicologia Histórico-Cultural foi desenvolvida por Lev Semenovich Vigotski (1896-1934) juntamente com seus colaboradores e continuadores Alexander Romanovich Luria ( 1902-1977) e Alexis Leontiev (1904-1979).


18. A perspectiva histórico-cultural: fundamentos II
Nesta aula foi visto as inter-relações entre o pensamento e linguagem. O papel da linguagem no desenvolvimento das funções psicológicas superiores e a interação entre o aprendizado e o desenvolvimento. Para a psicologia histórico-cultural, o desenvolvimento das funções psicológicas superiores acontecerá sempre através da mediação entre o estimulo e a resposta. Isto é o princípio entre pensamento e  linguagem.
O processo de aprendizagem interacionista (processo de apropriação do conhecimento) ocorre em meio ao contato cultural, os conhecimentos precisam estar disponíveis no meio cultural, para que uma pessoa possa interagir com o meio e apropriar-se deste conhecimento. Esse processo de internalização é inicialmente interpessoal, para depois tornar-se intrapsicológico. Esse conceito é importante para entender a linguagem que é o sistema mais evoluído de signos. A linguagem tem a função de intercambio social, pensamento generalizante e a possibilidade de atribuição de significados como um fenômeno do pensamento.
Na perspectiva da psicologia histórico-cultural o processo de desenvolvimento de raciocínio e melhoria do pensamento existe uma fase pré-linguística do pensamento, chamada de Inteligência Prática e é marcada sobretudo pela fase em que as crianças ainda não aprenderam a falar. Outra fase existente é a fase pré-intelectual da linguagem, também conhecida como Alívio Social onde não somos capazes de falar e pensar, onde operamos somente com a inteligência prática. Na medida em que interagimos com nosso grupo cultural, vamos aprimorando a linguagem e tornando o pensamento cada vez mais complexo, então, transformamos a linguagem e o pensamento em uma forma racional e verbal. Esse processo de desenvolvimento da linguagem e pensamento é importante pois vai determinar os processos fundamentais: o aprendizado e o desenvolvimento.


19. Contribuições da perspectiva histórico-cultural para a prática pedagógica I
Nesta aula foram explicados quais são os desafios da escola atual, a característica plural dos seus alunos, a teoria da atividade como inspiradora à prática pedagógica.
O aprendizado é transformação de algo que antes éramos incapazes de fazer ou saber, em algo que nos tornamos capazes para tal, mediante a apropriação da cultura. É o aprendizado que impulsiona o desenvolvimento do ser humano. A distância entre algo que eu já consigo fazer sozinho e algo que preciso fazer, com a ajuda de uma pessoa, é chamado de Zona de Desenvolvimento Proximal. Para a psicologia histórico-cultural, é neste ponto em que deve ser feita a intervenção pedagógica. Dentre as contribuições da perspectiva psicologia histórico-cultural para prática pedagógica está a pedagogia.
 A pedagogia é um processo intencional e organizado de mediação cultural, sendo realizado pelos professores, dentro do ambiente da Escola. A escola tem como função organizar os conhecimentos disponíveis e, através dos professores, disponibilizá-los de forma sistemática/sequencial para que os alunos possam aprender estes conhecimentos de forma a tornar-se sujeitos participantes na vida pública. Ou seja, na teoria histórico-cultural, o ensino tem o objetivo de potencializar a aprendizagem.
O Ensino Desenvolvimental realizado pela escola é dividido em dois ciclos. No primeiro deles, ocorre a formação de conceitos científicos e a incorporação de processos de pensamento. No segundo ciclo, ocorre a formação de pensamento e desenvolvimento de ações mentais mediante a solução de problemas. Nesta concepção, a atividade do aluno se assemelha a atividade de um cientista onde, diante de um problema, recorre aos conhecimentos científicos e através do pensamento teórico, busca soluções e estabelece novas teorias. O pensamento teórico é o método de ascensão do abstrato para o concreto, onde com base nas relações gerais se deduzem relações particulares.
Outra concepção da psicologia histórico-cultural é a tarefa de aprendizagem, que nada mais é do que as atividades realizadas pelos alunos. Se divide em três momentos: O primeiro momento é o da análise do material para descobrir uma relação geral; O segundo momento é o das deduções em busca de relações e conceitos e; O terceiro momento é o de domínio da construção do objeto por meio da análise e síntese.


20. Contribuições da perspectiva histórico-cultural para a prática pedagógica II
Continuação da explanação sobre o processo de ensino e aprendizagem na perspectiva histórico-cultural. Visto sobre a atividade orientadora de ensino, o erro e a avaliação a partir da teoria histórico-cultural.
A Tarefa de Aprendizagem na escola se transforma em uma Atividade de Aprendizagem, que é uma solução coletiva de um problema comum. Um conceito da Psicologia Histórico-cultural é a Atividade de Ensino que é caracterizada como a ação intencional do professor de transformar e promover a aprendizagem do aluno. A partir dos conceitos apresentados, foi elaborada uma proposta denominada Atividade Orientadora de Ensino. Esta aposta na mediação entre a atividade do professor e o objeto da aprendizagem, deve ser de aproximação ao aluno. Esta proposta é a combinação das Atividades de Ensino e a Atividade de Aprendizagem onde o professor tem a responsabilidade de eleger e estudar os conceitos que serão trabalhados com os alunos. Deve organizar e recriar estes conceitos, trabalhar na organização do grupo de estudantes para que seja preferencialmente heterogêneo, promover o trabalho deste grupo e refletir sobre a eficiência das ações e com base nesta reflexão. Com isso, o professor pode pensar na continuidade deste trabalho.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Psicologia da Aprendizagem Semana 04

13. O que são mapas conceituais?

Nessa aula, foi explanado o que os mapas conceituais são um tipo especial de organizador gráfico, formado por proposições que explicitam as relações entre os conceitos. Mostrado também como instalar o programa CmapTools no site http://camp.ihmc.us. O percurso das aulas será sobre proposição, elaboração, revisão e colaboração. Exemplificado algumas formas de mapas. Primeiro, um infográfico de tudo aquilo que é publicado na internet em um minuto; Depois um mapa mental, algum tipo de “gerenciador do tempo” ou “gestão de tempo” e; por último, um mapa conceitual, onde existe uma associação de conceitos, com caixas ligadas por setas. Os mapas conceituais necessitam de uma questão focal para que fique claro suas definições. Demonstrado através de um mapa conceitual, os Mapas conceituais facilitam o pensamento sistêmico, é a busca de relações entre parte e o todo. Apresentam proposições, garantem a clareza e favorece a comunicação. Contém conceito inicial, termo de ligação e conceito final, onde explica essa relação. O que são proposições? Mostrado também em formato de Mapa conceitual, Proposições explicitam a relação entre conceitos e são regularidades percebidas em objetos e eventos. Devem ter alto grau de clareza semântica e é garantida quando a frase de ligação apresenta verbo. As proposições podem conter erros conceituais que podem ser identificados e corrigidos. 


 

14. Como elaborar bons mapas conceituais?

Nessa aula, foi conhecido quais são as etapas principais para elaborar bons mapas conceituais utilizando o programa CmapTools. Bons mapas são representações fidedignas do nosso conhecimento e podem revelar erros e imprecisões conceituais. Foi trabalhado na interface do Cmaptools alguns conceitos sobre “Ciências da Natureza”. Primeiro, define-se o tema que vai ser mapeado. Faz-se um “brainstorm” dos assuntos que se quer articular, esta será a matéria-prima para o mapa. A partir daí, começa a estruturação dos assuntos com os termos de ligação equivalentes a cada assunto. Cria-se estacionamentos de conceitos e desenvolvimento de proposições. Lembrando sempre que ocorre um conceito, depois um termo de ligação e a seguir, outro conceito. Podemos colorir as caixas de assuntos para melhorar o caminho de visualização do que será proposto, organizando assim, o visual do mapa conceitual.
























Interface do Cmaptools





15. O que eu faço para melhorar meus mapas conceituais?

Nessa aula, foi visto porque é importante organizar os conceitos hierarquicamente para facilitar o entendimento do seu mapa. Aprendemos a usar a Tabela de Clareza Proposicional para garantir a clareza das suas proposições. Nada mais é do que importar as proposições do texto para uma planilha do Excel, para analisar uma clareza semântica. Exploramos a revisão contínua do Mapa conceitual ajustando a pergunta focal ao conteúdo mapeado.

16. Como usar mapas conceituais em atividades colaborativas

Nessa aula, foi verificado como os mapas conceituais podem ser úteis para estimular a aprendizagem colaborativa. Um exemplo prático envolvendo interdisciplinaridade e currículo foi discutido para ilustrar esse fato. Foi descrito a colaboração em 3 etapas: Externalização (pensamento convergente MC individual, ou seja, um sabe o tema e repassa para todos, participantes organizam suas próprias ideias), Elicitação (pensamento divergente, discussão a partir de MC individual, todos entendem do tema porém, com uma visão diferente, potencializa insights criativos) e Consenso (Pensamento convergente, baixa sinergia, MC colaborativo onde todos trabalham num objetivo comum porém, às vezes separados). O Consenso, para se ter um bom trabalho teve ter uma Alta Sinergia, onde todos participaram e todos estão sabendo do que se trata o assunto proposto.