Competência

"Competência é saber fazer bem o que é preciso fazer..."
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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Didática para o Ensino da Matemática Semana 07

A partir das videoaulas de revisão, do texto-base da semana e do todo o material estudado durante a disciplina, faça:

1. Uma descrição de como o foco do processo educacional mudou do professor, como figura isolada, para o processo de aprendizagem do aluno.

As relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na realização comportamental e profissional de um indivíduo. Desta forma, a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve interesses e intenções, sendo esta interação o expoente das conseqüências, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros da espécie humana.
Neste sentido, a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de conteúdos, organização, sistematização didática para facilitar o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará seus conteúdos. No entanto, este paradigma deve ser quebrado, é preciso não limitar este estudo em relação comportamento do professor com resultados do aluno; devendo introduzir os processos construtivos como mediadores para superar as limitações do paradigma processo-produto. O aprender se torna mais interessante quando o aluno se sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de aula. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge espontaneamente nos alunos, pois, não é uma tarefa que cumprem com satisfação, sendo em alguns casos encarada como obrigação. Para que isto possa ser melhor cultivado, o professor deve despertar a curiosidade dos alunos, acompanhando suas ações no desenvolver das atividades. O professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através da absorção de informações, mas também pelo processo de construção da cidadania do aluno.  Apesar de tal, para que isto ocorra, é necessária a conscientização do professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem, aberto às novas experiências, procurando compreender, numa relação empática, também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los à auto-realização. Não podemos pensar que a construção do conhecimento é entendida como individual. O conhecimento é produto da atividade e do conhecimento humano marcado social e culturalmente. O papel do professor consiste em agir com intermediário entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para assimilação.
Logo, a relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, educador da era industrial com raras exceções, deve buscar educar para as mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas responsabilidades sociais.

2. Uma descrição da estrutura da Matemática como ciência, com destaque para alguns aspectos desta estrutura que são importantes no ensino de Matemática.

Matemática é uma ciência, ou seja, é um processo de compreender e dar significado às coisas. E esta ciência estuda as coisas que possuem padrão de regularidade e de ordem lógica. Este é o princípio máximo para iniciarmos qualquer estudo. Mas o que seria esse padrão? É algo que possui uma ordem ou algo que se repete e observamos regularidades como, por exemplo, na natureza, as estações do ano sempre ocorrem da mesma maneira, sabemos que sempre após o verão virá o outono, depois o inverno, a primavera e o verão novamente. Esta ordem também ocorre nas artes, nas construções, na música, na sociologia e em quase todos os aspectos da vida cotidiana. A função da Matemática é descobrir esta ordem e lhe dar sentido.
Os professores de Matemática sempre ouvem em sala de aula perguntas tais como: Para que serve
ou onde é usado o assunto estudado? Como nem sempre o professor está atento, ou preparado
para responder a esta pergunta, geralmente é dada uma resposta que não satisfaz. Além disso, o
ensino da Matemática, é em geral, baseado nos métodos tradicionais que se apoia na repetição. O
professor resolve um exercício, o aluno repete o mesmo em sala de aula e depois torna a resolver
exercícios semelhantes em casa. O aluno age passivamente no processo ensino-aprendizagem.

Referência:
DEVLIN, K. Matemática – a ciência dos padrões. Porto: Porto editora, 2002.



3. Uma descrição breve de algumas habilidades que os estudantes podem adquirir no estudo de Matemática, e aproveite para explicar brevemente como elas podem ser adquiridas.

Os números são um problema para muitas pessoas, especialmente quando nos referimos a matemática. Estudantes que pensam em voz alta enquanto estão resolvendo um problema de matemática podem resolvê-lo mais rapidamente e com maiores possibilidades de encontrar a resposta certa quando comparado com aqueles que não fazem isso. Além disso, fazer uma representação gráfica do problema pode colaborar na resolução. Então, quando tiver que fazer uma conta de cabeça, tente fazer em voz alta. E se você tiver algum problema de matemática para resolver, faça um esboço dele, isso pode facilitar a resolução. Além dessa habilidade, outras habilidades que poderemos adquirir ao longo do ciclo acadêmico são:
Pré-Escola
Combina/seleciona/nomeia objetos por cor, tamanho e forma; conta/soma até nove objetos; avalia objetos por quantidade, dimensões, tamanho (p. ex., mais/menos, mais longo/menor, mais alto/mais baixo, maior/menor/igual; recita e reconhece numeros de 1-20; escreve números de 1-10; compreende conceitos de adição e subtração; conhece símbolos +, -, =: reconhece o todo X metade; compreende os ordinais (primeiro, quinto); aprende conceitos incipentes de peso, tempo (p. ex., antes/depois; compreende que o almoço é às 12 horas; diz a hora no relógio), dinheiro (sabe o valor de algumas moedas) e temperatura (mais quente/mais frio); tem consciência de localização (p. ex., acima/abaixo, esquerda/direita, mais próximo/mais distante); interpreta mapas simples e gráficos.

Primeira Série
Conta/lê/escreve/ordena número até 99; começa a aprender fatos da adição e subtração; realiza problemas simples de adição/subtração (p. ex., 23 + 11); compreende multiplicação como sendo a adição repetida; conta de 2 em 2, de 5 em 5 e de 10 em 10; identifica números pares e ímpares; estima respostas; compreende 1/2, 1/3, 1/4; obtém conhecimento elementar do calendário (p. ex., conta quantos dias dias até seu aniversário), tempo (diz a hora em termos de meia hora; compreende horários, lê relógio digital), medidas (uma xícara, uma colher de chá, um litro, cm, kg) e dinheiro (sabe o valor de agumas moedas; compara preços); soluciona problemas verbais simples com números; lê gráficos e mapas.

Segunda Série
Identifica/escreve números até 999; soma/subtrai números com dois e três dígitos com e sem reagrupamento (p. ex., 223 + 88, 124 - 16); multiplica por 2, 3, 4, 5; conta de 3 em 3, de 5 em 5, de 10 em 10 e de 100 eme 100; lê/escreve numerais roamnos até XII; conta dinheiro e faz troco até 10 reais; reconhece dias da semana, meses, estações do ano no calendário; diz a hora em termos de 5 minutos em um relógio com ponteiros; aprende medidas básicas (centímetros, metros, gramas, quilograma); reconhece equivalentes (p.ex., dois quartos = metade, quatro quartos = um inteiro); divide área em 2/3, 3/4, décimos; faz graficos com dados simples.


Terceira Série
Compreende milhares; soma e subtrai números de quatro dígitos (p.ex., 1 017 - 978); aprende fatos da multiplicação até 9 x 9; soluciona problemas simples de multiplicação e divisão (642 x ou dividido por 2); relaciona divisão com subtrações repetidas; aprende numerais romanos mais difíceis; introdução a frações (soma/estima/organiza frações simples; compreende números mistos); e geometria (identica hexágono, pentágono); compreende diâmetro, raio, volume, área; compreende decimais, começa aprender números negativos, probabilidade, porcentamegem, razão; soluciona problemas verbais mais difíceis de matemática.

Quarta Série
Soma colunas de três ou mais números; multiplica números de três dígitos por números de dois dígitos (348 x 34); realiza divisão simples (44/22); reduz frações a seus menores termos; soma/subtraius frações com diferentes denominadores (3/4 + 2/3); soma/subtrais decimais, converte decimais em porcentagens; conta/faz troco para 20 reais; estima a hora; pode medir o tempo em horas, minutos e segundos; realiza cáculos de áreas de retângulos; identifica linhas paralelas, perpendiculares e com intersecção; calcula peso em toneladas, extensão em metros e volume em centímetros cúbicos.

Quinta Série
Multiplica números com três dígitos (962 x 334); pode realizar problemas mais difíceis de divisão (102 dividido por 32); soma, subtrai, multiplica números mistos; divide um número inteiro por uma fração; representa frações como decimais, proporções, percentuais; soma, subtrai, multiplica com os demais, divide um decimal por um número inteiro; compreende uso de equações, fórmulas, "trabalhar de trás para frente"; estima produtos e quocientes; começa aprender sobre expoentes, maior denominador comum, bases, fatores primos, números compostos, números inteiros; compreende porcentagens, razões; compreende média, mediana, modo; mede área/circunferência de um círculo, perímetro/áreas de triângulos e paralelogramos; realiza conversões métricas; usa compasso, transferidor; lê desenhos em escala.

Ensino Médio
Domina ordem de operações em problemas complexos; multiplica/divide frações; soma, subtrai, multiplica, divide decimais em termos milionésimos; converte decimais para fração, percentuais, proporções; compreende números reais, racionais, irracionais e diferentes bases numéricas, calcula raízes quadrada e cúbica; estima porcentagens/proporções; calcula descontos, impostos em liquidações, gorjetas em restaurantes; compreende margem de lucros, comissão, juros simples, juros compostos, percentual de aumento/desconto; compreende ângulos (complementares. suplementares, adjacentes, receptores, congruentes...); calcula volume de cilindro; calcular arco do círculo; compreende figuras equilaterais, isósceles, escalenas, obtusas; organiza conjuntos de dados; coordenadas em gráficos, transformações, reflexos, rotações, equações com duas variáveis; soluciona equações pela substtuiição; começa a aprender sobre probabilidade condicional, permutações, análise fatorial, freqüência relativa, curva normal; teorema de Pitágoras; aprofunda conhecimento sobre habilidades e conceitos aprendidos anteriormente.

Texto extraído e adaptado do livro: Dificuldades de Aprendizagem de A a Z - Corinne Smith e Lisa Strick, 2001 - Ed Artmed. pg. 316 e 317

domingo, 20 de novembro de 2016

Didática para o Ensino da Matemática Semana 06

Responda às perguntas:

1. Você acha viável explorar a ideia de “beleza” no ensino de Matemática? Justifique.
Sim, é viável. Não tem como não explorar este lado pois a matemática está em todos os
lugares, basta ter olhos para perceber as curvas e os lados dos prédios, calçadas, etc...
Fora as divisões das ondas sonoras mostradas através da música, tem coisa mais linda que isso??

2. A conexão entre arte e matemática é muito antiga. Você acha importante que esta conexão seja mostrada aos alunos e à sociedade? Dê exemplos de como isso poderia ser feito.
Sim. Toda disciplina merece ser contada de onde veio e qual foi a sua evolução até o dia de hoje. As “belezas” das conexões que acontecem na evolução evidencia e enriquece a disciplina como um todo, trazendo ao aluno a vontade de querer saber mais e mais sobre a mesma. Isto poderia ser feito através de jogos divertidos,  algo como jogo da memória ou Jogo de quebra cabeça para que as evoluções sejam conectadas da forma correta com que aconteceram.

3. Do seu ponto de vista, o professor de matemática tem benefícios em conhecer a ligação entre arte e matemática e entre matemática e outras ciências? Este saber modifica atuação do professor? Como?

Claro que sim!!! Quando o professor ama sua disciplina, ele quer saber tudo sobre ela. A ligação entre a arte e a matemática faz parte deste processo. Quando um professor sabe utilizar esta arte em favor da didática, as aulas ficam mais dinâmicas e divertidas, ao ponto do aluno nem perceber que aprendeu pois, divertiu-se tanto que “integrou-se” na disciplina, ou seja, naquele momento tornou-se parte dela.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Didática do Ensino da Matemática Semana 05

Leia os dois textos abaixo e escreva, em uma página, uma análise comparativa das duas visões. Fique à vontade para tomar partido na discussão e defender seu ponto de vista pessoal, que pode ser diferente de ambos os expostos. O importante é que seu texto faça uma opção pedagógica e a defenda.

TEXTO 1
O ensino de Matemática nos níveis Fundamental e Médio sempre foi considerado um dos pilares na formação pessoal e profissional dos jovens. Entre as competências e habilidades que o estudo de Matemática agregaria à formação dos estudantes estão a capacidade de resolver problemas, o rigor de pensamento e a precisão na expressão de ideias. Estas habilidades sempre foram consideradas extremamente importantes no exercício da cidadania e de atividades profissionais. É um elemento que diferencia um profissional dentro do mercado de trabalho. Nos últimos anos, uma nova visão foi incorporada ao processo escolar. As escolas se tornaram mais inclusivas. O estudo e o ensino estão centralizados no aluno. Dentro deste quadro há uma busca constante de um ensino mais participativo e onde o aluno seja protagonista. A contextualização e a interdisciplinaridade desempenham papel importante neste cenário. Através de um estudo repleto de situações e exemplos que façam sentido real para o aluno, ele poderá obter as habilidades citadas acima. Através de exemplos reais e aplicados ao seu dia a dia, ele poderá entender de forma efetiva a importância do rigor de pensamento e de expressão. Não é possível esperar que jovens vão descobrir a importância de pensar de forma rigorosa resolvendo equações cujo significado e importância lhe são distantes. Através de exemplos como os vistos na aula de probabilidade (exame de detecção de doença e o caso do assalto), podemos obter o interesse e a participação dos alunos e ao mesmo tempo desenvolver o raciocínio lógico dos estudantes.
TEXTO 2
O ensino de Matemática nos níveis Fundamental e Médio sempre foi considerado um dos pilares na formação pessoal e profissional dos jovens. Entre as competências e habilidades que o estudo de Matemática agregaria à formação dos estudantes estão a capacidade de resolver problemas, o rigor de pensamento e a precisão na expressão de ideias. Estas habilidades sempre foram consideradas extremamente importantes no exercício da cidadania e de atividades profissionais. É um elemento que diferencia um profissional dentro do mercado de trabalho. As habilidades citadas acima serão assimiladas se o ensino estiver pautado pelo rigor de raciocínio e expressão. Na resolução de problemas e na formulação das respostas, o aluno deve ser incentivado a realizar suas tarefas com este espírito “lógico”. E isto independe de contextualização ou interdisciplinaridade. É um aprendizado interno que se dá dentro da Matemática. Para efeito de comparação, lembramos que poesia não é interdisciplinar nem demanda contextualização. E parece haver consenso entre os educadores que a leitura de poesias (e literatura em geral) contribui enormemente para a formação de cidadãos e profissionais. Aprender que há diferença entre “e” e “ou”, que “implica” e “equivale” não são a mesma coisa, é altamente formador para o aluno, e o professor não precisa buscar exemplos concretos e reais para esta discussão. A Matemática vai fornecer estas habilidades tão importantes na medida em que for estudada por si mesma.

No textos acima propostos, concordo em partes. Os ensinos fundamental e médio são pilares porém, a educação e a resolução de problemas, nem sempre vem de escola. Habilidades de saber como lidar com o mundo na formação de caráter, infelizmente, não se aprende na escola ou em casa mas sim, na rua. Por isso, tanto a escola como a família precisam ter uma visão mais “carinhosa” sobre este assunto. A família tem um papel fundamental na vida de um aluno, precisando de todo apoio e carinho que, só a família pode proporcionar. Casos atípicos podem acontecer? Sim! Porém quando se há apoio de qualquer um, seja de qualquer tipo, o aprendizado fica mais fácil e leve, fazendo com que este aluno se sinta mais confiante para enfrentar todos os problemas do cotidiano. Claro que não podemos ignorar o aprendizado do raciocínio lógico e toda sistemática por trás da disciplina em questão. A minha opinião, a base de uma mente sã gira em torno de uma família feliz.


domingo, 6 de novembro de 2016

Didática para o Ensino da Matemática Semana 04

Responda às perguntas abaixo:

1. A partir de sua experiência pessoal, de um colega ou de alunos, cite um tema de Matemática de Ensino Fundamental ou Médio e analise as dificuldades encontradas pelos estudantes na assimilação deste conteúdo.

Pela minha experiência pessoal, um assunto que sempre é de difícil assimilação pelos alunos do Ensino Fundamental são as equações com variáveis. Nos problemas com variáveis, estes alunos não conseguem enxergar a importância da disciplina e sentem dificuldade em conseguir saber o porquê de estudar aquilo, visto que estas equações são de difícil entendimento no cotidiano deles. O importante para ajudar nesta assimilação seria uma boa didática e metodologias empregadas do tipo jogos, softwares, livros paradidáticos, etc... para melhor compreensão da resolução destas incógnitas.



2. Quais características de um livro didático você considera relevantes para decidir sobre sua adoção ou não? Cite pelo menos 3 características e justifique. Quais as vantagens de se adotar um livro didático?

Alguns itens são relevantes para a escolha de adoção de um livro didático e devem seguir algumas perguntas como: Os conceitos dos livros se apresentam de forma correta? A metodologia de ensino do livro é estimulante, ou seja, ela vai despertar o interesse do aluno a estudar a matéria através do livro? Nas atividades práticas presentes neste livro existe uma preocupação com a integridade física do aluno? Como exemplo: recomendações de segurança e primeiros socorros? E os exercícios propostos são coerentes com a matéria? 

            Se todas as respostas para estas perguntas forem coerentes para o positivo, o professor poderá utilizar o livro em sala de aula e procurar desfrutar de todos os seus benefícios para o aluno. Agora se negativo, seja de qualquer uma destas perguntas, não utilize. A escolha de um livro duvidoso pode conduzir seus alunos a conceitos errôneos.
.


3. Analise criticamente (seja concordando, discordando ou fazendo um balanço) o seguinte trecho dos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio:
“Note-se que a interdisciplinaridade do aprendizado científico e matemático não dissolve nem cancela a indiscutível disciplinaridade do conhecimento.
O grau de especificidade efetivamente presente nas distintas ciências, em parte também nas tecnologias associadas, seria difícil de se aprender no Ensino Fundamental, estando naturalmente reservado ao Ensino Médio. Além disso, o conhecimento científico disciplinar é parte tão essencial da cultura contemporânea que sua presença na Educação Básica e, consequentemente, no Ensino Médio, é indiscutível.
[...]
Um dos pontos de partida para esse processo é tratar, como conteúdo do aprendizado matemático, científico e tecnológico, elementos do domínio vivencial dos educandos, da escola e de sua comunidade imediata. Isso não deve delimitar o alcance do conhecimento tratado, mas sim dar significado ao aprendizado, desde seu início, garantindo um diálogo efetivo.”

Eu concordo em parte com o acima citado. Todas as ciências têm sua especificidade dificultosa todavia, neste trecho diz que seria difícil de se aprender algumas ciências no Ensino Fundamental, neste ponto discordo. Tudo, desde a infância, é ensinado com dedicação, seja dos Pais, Avós, creches, entre outros. Para tudo tem-se uma didática própria cujo método condiz com a faixa etária do aluno. Então por que não começar a implantar o conhecimento de disciplinas específicas na infância? Quando no mesmo texto diz que é necessário implantar o aprendizado no domínio vivencial dos educandos, vejo que isso também pode ser feito, nos primeiros passos de uma vida acadêmica. Claro, tudo com bom senso e parcimônia.

4. Compare as vantagens e as desvantagens das duas propostas de Ensino de Análise Combinatória apresentadas na videoaula 16. Justifique.


Ambas propostas têm vantagens e desvantagens, isso dependerá do aluno e sua percepção de aprendizado. Existem alunos que se sentem mais “à vontade” decorando fórmulas e definições, assim eles resolvem os problemas como perfeitos “Softwares”. Isto é errado ?? Claro que não!! Já outros preferem uma abordagem mais concreta e racional, com pensamentos mais “humanistas”, achando a melhor forma para se resolver os problemas propostos. 

domingo, 23 de outubro de 2016

Didática para o Ensino da Matemática Semana 02

Qual é a relação entre concepção de aprendizagem discutida por Meirieu e avaliação formativa para Perrenoud? Utilize as ideias apresentadas nas videoaulas e nos textos indicados para leitura na semana 2.

Perrenoud atesta que toda a ação pedagógica repousa numa parcela intuitiva de avaliação formativa, pois sempre há um mínimo de regulação e função das aprendizagens ou dos comportamentos observáveis dos alunos. A avaliação formativa, para se tornar uma prática realmente nova, deveria ser a regra, integrada a um dispositivo da pedagogia diferenciada. A regulação da aprendizagem otimiza as intervenções do professor, acompanhando a progressão individual de cada aluno em relação aos objetivos do ano letivo, bem como sua própria história. A avaliação formativa orienta os percursos da formação, visando um prazo mais longo, numa lógica de ciclo plurianual, onde permite escolha de estratégias no caso do aluno não atingir os objetivos, é diagnóstica e busca melhorar o resultado, não classificar ou selecionar simplesmente.

Meirieu acredita na pedagogia e nos recursos por ela proporcionados, enfatizando que não basta ao professor apenas aproveitar os interesses e conhecimentos trazidos pelo aluno; é preciso criar nele novos interesses e novos conhecimentos. Se o desejo não está lá é preciso criá-lo, produzi-lo, reacendê-lo. Meirieu assinala que o verdadeiro momento pedagógico acontece sempre que o professor reconhece a sua impotência educativa.


Na perspectiva de ambos, o que pode-se e busca-se fazer juntos é dialogar, propor e construir experiências que possam motivar o outro. Eles argumentam que apenas o reconhecimento de nossa impotência educativa permite-nos encontrar um verdadeiro poder pedagógico: o de autorizar o outro a assumir seu próprio lugar e, com isso, a agir sobre os dispositivos e os métodos: o de lhe propor saberes a serem apropriados, conhecimentos a serem dominados e transformados, que talvez lhe permitam, e quando ele decidir, fazer-se a si mesmo.

domingo, 16 de outubro de 2016

Didática para o Ensino da Matemática Semana 01

Compreender o processo de mobilização de saberes nas práticas dos professores constitui num desafio instigante, principalmente porque toma conceitos de habitus e saberes, considerando-os em sua interação.
A idéia de habitus permite se pensar no ser humano como alguém com capacidade permanente de transformação, não apenas nos aspectos físicos, mas principalmente em relação aos seus julgamentos e deliberações, modos de se comportar e de se posicionar diante das situações cotidianas que também são mutáveis. Este entendimento possibilita analisar professores, sob o ponto de vista de um processo dinâmico de interação sujeito-meio, em que ora ocorrem momentos de constância de condutas e pensamentos, ora estes mesmos momentos se modificam gerando outras compreensões, outros procedimentos, outras relações. É possível a compreensão de que os saberes mobilizados pelos professores decorrem de sua formação inicial e continuada, assim como das situações que permeiam o cotidiano da sala de aula, ou seja, o trabalho com os conhecimentos, o atendimento aos alunos, as propostas de atividades, a organização das condutas disciplinares da turma. Entretanto, o diferencial do processo de mobilização de saberes de cada professor se origina no modo como cada um demonstra seu modo de pensar e de se comportar – seu habitus –, constituído ao longo de sua trajetória de vida pessoal e profissional.
A partir destes referenciais, as contribuições podem ser assim apresentadas:
- Provocar a reflexão sobre os aspectos constitutivos do habitus professoral dos professores, gerando elementos impulsionadores de debates entre os formadores e entre os próprios docentes, que tornem possível um aperfeiçoamento, uma qualificação do trabalho nesta modalidade de ensino.
- Constatar o fato de que durante o processo de mobilização de saberes, ao efetivar a prática pedagógica, o professor se ampara principalmente nos saberes disciplinares construídos no seu tempo de vivência da escola como estudante, ou seja, o professor explica os conteúdos do currículo rememorando o modo como aprendeu em seu tempo de escola, a fim de sistematizar os saberes curriculares que são priorizados na instituição escolar. Isto faz com que a preponderância da utilização desaberes disciplinares e curriculares seja destacada em sua atuação profissional em relação ao uso dos demais saberes que possui. Esse aspecto deveria ser considerado nos cursos de formação de professores, a fim de prepará-los para vencerem a superficialidade que na maioria das vezes se faz presente no trabalho com os conhecimentos ou evitar o apego em áreas com as quais se identificam mais.
- Destacar que o profissional, se comparado aos professores dos anos finais e/ou Ensino Médio, mantém mais horas em contato com o mesmo grupo de alunos 4 horas diárias , que fazem com que disponha de tempo para criar uma afinidade maior em seu ambiente de trabalho, conhecer mais de perto as particularidades daquele espaço de atuação, envolver-se com mais comprometimento. Os outros professores fragmentam este mesmo tempo entre as diversas turmas em intervalos rápidos nestas trocas, ficando sempre prejudicados na construção de uma visão mais totalizante de seu local de trabalho.
- Apontar que o processo de mobilização de saberes do professor tem estreita relação com a formação inicial vivenciada. Uma graduação em Pedagogia propicia um melhor domínio no trabalho desenvolvido e a possibilidade de encadeamento da teoria com a prática.
- Resgatar o valor do planejamento diário como um roteiro e referencial organizador, do modo como o professor pensa e age e de suas intenções durante a relação ensino e aprendizagem, propiciador de um processo reflexivo sobre a própria prática e de interações com os colegas de profissão.
- Mostrar que o professor, ao efetivar a docência, passa a expor os traços de seu processo de socialização. Revela sua origem social e cultural. Situação que se evidencia entre os professores, aos quais tem aspectos muito semelhantes em suas histórias de vida, entre eles: pertencerem a famílias de baixa renda, moradores da zona rural, necessitarem vir para a cidade para estudar e buscar um futuro melhor, iniciarem o exercício da profissão sem passar pela formação específica, o gosto pelo ofício e sua consolidação através do curso de graduação. Estes aspectos permeiam o modo como expressam suas opiniões, interagem com suas turmas e com colegas, assim como na organização de suas propostas diárias de trabalho.